A reforma tributária aprovada nos últimos anos representa a maior mudança no sistema de tributação sobre consumo desde a Constituição de 1988. A transição para o novo modelo, baseado em IBS e CBS em substituição a tributos como ICMS, ISS, PIS e COFINS, será gradual — mas os efeitos práticos sobre contratos, precificação e fluxo de caixa das empresas começam bem antes da vigência plena das novas regras.

Empresas que deixarem para se adaptar apenas quando a transição já estiver em curso correm o risco de tomar decisões apressadas, sob pressão de prazo, em vez de um planejamento estruturado.

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Pontos que merecem atenção desde já

  • Formação de preços — a lógica de tributação por fora (não cumulativa e sobre valor agregado) muda a forma como o preço final é composto, o que pode afetar margens se não for recalculado corretamente.
  • Contratos em vigor — cláusulas de reajuste, repasse de tributos e vigência precisam ser revisadas para não gerar passivos ou distorções durante o período de transição.
  • Sistemas fiscais e ERP — a apuração dos novos tributos exige adaptação de sistemas, o que geralmente demanda tempo de implementação maior do que se imagina.
  • Fluxo de caixa — o modelo de crédito amplo do IBS/CBS muda o momento em que os créditos tributários impactam o caixa da empresa, exigindo replanejamento financeiro.

Por que começar agora, mesmo com prazos ainda distantes

A transição para o novo sistema ocorre em etapas ao longo de vários anos, com convivência temporária entre os tributos antigos e os novos. Isso significa que, na prática, as empresas vão operar em dois sistemas simultaneamente por um período — o que exige controles fiscais mais sofisticados, não mais simples.

Empresas que iniciam o diagnóstico de impactos agora conseguem negociar contratos, ajustar sistemas e treinar equipes de forma planejada. As que esperam a transição começar geralmente enfrentam retrabalho, contratos desatualizados e decisões tomadas sob pressão.

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